Você sabia?

Dia Nacional do Espiritismo

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No Brasil, a data 18 de abril representa mais uma conquista da Doutrina dos Espíritos. Nesse dia, é comemorado oficialmente o Dia Nacional do Espiritismo, cujo significado rememora o trabalho incessante de Espíritos encarnados e desencarnados na disseminação dos princípios morais libertadores, ensinados pelo Cristo.

Um dos fatores que auxiliaram no desenvolvimento da ideia de se criar essa data comemorativa foi o de que o Brasil é a maior nação espírita da atualidade. Ressalta-se que a justificativa para essa criação não se restringiu somente à quantidade de adeptos, mas, sobretudo, pelos resultados proporcionados por essa doutrina ao campo assistencial. Como expoente nesse ramo, foi destacado o médium Francisco Cândido Xavier, cujas obras sociais são reconhecidas em âmbito nacional e internacional. Outro ponto favorável para estabelecimento dessa comemoração foi o fato de o Espiritismo defender o respeito pelas demais religiões e preconizar indiscriminadamente a fraternidade entre os indivíduos, além de conduzi-los no sentido do crescimento comportamental, moral e espiritual.

O dia 18 de abril foi escolhido como forma de se fazer alusão à data de lançamento de “O Livro dos Espíritos” (1857), de Allan Kardec, cujo conteúdo encerra os princípios fundamentais do Espiritismo. Adicionalmente, esse livro serviu de base para o desdobramento de mais quatro obras: O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Juntas, essas cinco obras constituem a denominada Codificação do Espiritismo.
Para saber mais sobre o parecer do Senado Nacional acerca do Dia Nacional do Espiritismo, acesse o seguinte endereço eletrônico: http://legis.senado.gov.br/mateweb/arquivos/mate-pdf/56557.pdf

Catálogo Racional - Obras Para se Fundar Uma Biblioteca Espírita

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Antes de morrer, Kardec teve a preocupação de inventariar um conjunto de obras literárias que continham desde livros que expressavam concordância com a doutrina espírita até aqueles que eram contrários a ela. Em 1869 é lançado o “Catálogo Racional – Obras para se Fundar uma Biblioteca Espírita”, último trabalho escrito pelo codificador do Espiritismo e que é dividido em três partes. Na primeira, denominada Obras Fundamentais da Doutrina Espírita, estão listados todos os livros escritos pelo próprio Allan Kardec; a segunda, Obras Diversas sobre Espiritismo, compreende as obras que são complementares, podendo ser encontrados livros de poesia e de música e até desenhos; a terceira, Obras realizadas fora do Espiritismo, estão os livros que precederam ou não O Livro dos Espíritos. Nessa última parte, a lista é subdividida em categorias, como: filosofia e história, romances, teatro, ciências e magnetismo. Adicionalmente, o último item da terceira parte é reservado para as Obras contra o Espiritismo, que o próprio Kardec justifica, dizendo:
“Proibir um livro é sinal de que se o teme. O Espiritismo, longe de temer a divulgação dos escritos publicados contra si e proibir-lhes a leitura a seus adeptos, chama a atenção destes e do público para tais obras, a fim de que possam julgar por comparação.” (Allan Kardec, Catálogo Racional).

Mais informações sobre esse catálogo podem ser encontradas no site da Federação Espírita Brasileira (FEB):
http://www.febnet.org.br/ba/file/Pesquisa/Textos/UMA%20HIST%C3%93RIA%20DO%20LIVRO%20E%20DE%20TODOS%20OS%20LIVROS.pdf

Écho d’Alêm-Tumulo

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“O Écho d’Alêm-Tumulo” foi o primeiro periódico brasileiro a veicular o conteúdo da doutrina espírita no país. Sua primeira edição foi lançada em julho de 1869, na cidade de Salvador (BA), com direção de Luiz Olympio Telles de Menezes. O jornal tinha como objetivo principal estudar os fenômenos mediúnicos, registrando todos aqueles ocorridos nas reuniões espíritas daquela época. Além disso, “O Écho d’Alêm-Tumulo” publicava os artigos traduzidos de La Revue Spirite (Revista Espírita), de Allan Kardec, proporcionando aos espíritas brasileiros atualizações acerca da doutrina dos Espíritos em nível mundial. A própria La Revue Spirite divulgou, em sua edição de outubro de 1869, a existência do periódico brasileiro. Parte da renda adquirida pela venda desse jornal era direcionada à causa abolicionista, libertando escravos, de qualquer cor, do sexo feminino, de 04 a 07 anos de idade, nascidos no Brasil. Embora o conteúdo dessa divulgação fosse essencialmente espírita, o jornal era considerado católico, devido à religião do Sr Menezes. Por isso, começaram a surgir divergências, embates e empecilhos, fazendo com que “O Écho d’Alêm-Tumulo” durasse apenas até o ano de 1871.

Para os interessados em pesquisar os originais desse periódico, a Hemeroteca Digital Brasileira disponibiliza seu acesso digital por meio dos seguintes endereços eletrônicos:

http://hemerotecadigital.bn.br/o-echo-dalem-tumulo-monitor-do-spiritismo-no-brazil/706728
http://memoria.bn.br/DOCREADER/DOCREADER.ASPX?BIB=706728

A Inquisição a Favor do Espiritismo

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À primeira vista, o título nos remete à ideia de contradição, de conceitos intrinsecamente opostos. No entanto, os Espíritos vêm nos dizer que sim, a Inquisição favoreceu, de certo modo, a divulgação do Espiritismo. Para compreendermos esse ensinamento, precisamos nos reportar aos fatos históricos da época. Em 1861, o Espiritismo já estava em plena ascensão na França, sendo demandado a se expandir a outros países. No mesmo período, em Barcelona, Espanha, o Sr. Maurício Lachâtre, simpatizante da nova doutrina, solicitou a Kardec uma quantidade de livros a fim de propagar o ensino dos Espíritos naquela cidade. Ao receber a solicitação, Kardec prontamente enviou ao Sr. Lachâtre cerca de trezentos livros, contendo as seguintes obras: A Revista Espírita; O Livro dos Espíritos; O Livro dos Médiuns; O que é o Espiritismo, todos de Allan Kardec; A Revista Espiritualista, diretor Piérart; Fragmento de Sonata, ditado por Mozart (Espírito); Carta de um Católico sobre o Espiritismo, Dr. Grand; A História de Joana D’Arc, ditada pelo próprio Espírito à médium Ermance Dufaux e A Realidade dos Espíritos demonstrada pela escrita direta, Barão de Guldenstubbé. No entanto, antes de chegarem ao destino, os livros foram interceptados pelo Santo Ofício, sendo todos queimados, em um auto de fé, no local onde eram executados os criminosos condenados. Kardec tentou reaver os livros antes da destruição final; no entanto, os Espíritos o convenceram do contrário, dizendo que assim era o melhor. Após esse ato repugnante, o número de novos adeptos ao Espiritismo cresceu na Espanha, contrariando todas as expectativas.

Pode-se entender essa “pseudocontradição” pelas próprias palavras de Kardec, quando nos diz:

[...] pode fazer-se que desapareça um homem; mas não se pode fazer que desapareçam as coletividades; podem queimar-se os livros, mas não se podem queimar os Espíritos. Ora, queimassem-se todos os livros e a fonte da doutrina não deixaria de conservar-se inexaurível, pela razão mesma de não estar na Terra, de surgir em todos os lugares e de poderem todos dessedentar-se nela.”(Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo – Introdução, Item II).”

Congresso Espírita Mundial

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Em outubro de 1989, foi então realizado, em Brasília, o Congresso Internacional de Espiritismo, cujos resultados culminaram na criação do Conselho Espírita Internacional (CEI) em 1992. Naquele ano, o Conselho dispôs da participação de nove países, sendo atualmente trinta e cinco o número de associações representativas dos movimentos espíritas nacionais espalhados no mundo. Após o sucesso da primeira edição, o CEI estabeleceu os principais objetivos que norteariam os futuros Congressos Espíritas Mundiais, que são:

Promover a união solidária e fraterna das instituições espíritas de todos os países e a unificação do movimento espírita em âmbito mundial;

Promover o estudo e a difusão da Doutrina Espírita em seus três aspectos básicos: científico, filosófico e religioso;

Promover a prática da caridade espiritual, moral e material, à luz da Doutrina Espírita.

O Congresso ocorre a cada três anos, sendo a edição mais recente realizada em Havana, Cuba, nos dias 22 a 24 de março de 2013, com o tema “A Educação e a Caridade na Construção de um Mundo de Paz”.

Mais informações podem ser obtidas nos seguintes endereços eletrônicos:

- Conselho Espírita Internacional - http://intercei.com/congresso-espirita/
- 7º Congresso Espírita Mundial - http://congressoespirita.com.br/