Editorial

O Poder da Palavra

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Raras eram as civilizações antigas que faziam uso da escrita como meio de comunicação ou como forma de registrar sua história, pensamentos e sentimentos. Em função disso, valorizavam de forma considerável as palavras. Costumavam atribuir a elas formas e força. Acreditavam que elas tinham vida e que eram dotadas de poderes fantásticos que as auxiliavam no limitado contexto cultural e social em que viviam. Acreditavam que, quando pronunciadas, geravam força e poder, realizando então os seus pedidos. Sabemos que essa crença se fazia presente em diversas ocasiões do cotidiano, como rituais sagrados e de cura, celebrações de casamentos, cerimônias fúnebres e rituais de exorcismos.

A ciência já nos provou hoje que as palavras realmente exercem uma grande influência tanto na mente quanto no organismo do ser humano. O Espiritismo também nos esclarece muito a respeito. A literatura espírita é repleta de ensinamentos.

Em uma psicografia de Divaldo Franco, Dr. Bezerra de Menezes nos diz: “Sabe-se hoje, cientificamente, que a boa palavra proferida com entusiasmo faz que o cérebro e o hipotálamo secretem uma substância denominada endorfina, que atua na medula e bloqueia a dor, tal como ocorre na acupuntura.”

No livro Entre o Céu e a Terra, André Luiz nos conta sobre uma palestra em um educandário de Nosso Lar em que a Irmã Clara em um determinado momento diz: “...a palavra, qualquer que seja, surge dotada de energias elétricas específicas libertando raios de natureza dinâmica. A palavra falada contém imagens e contextos. Se for emitida com amor, conduz a quadros e idéias felizes expulsando pensamentos e sentimentos inferiores e favorecendo a entrada da esperança e felicidade.”

Podemos concluir que a palavra tem uma participação muito grande no desenvolvimento do nosso espírito. Ela deve ser usada de maneira construtiva, incentivando as pessoas ao crescimento e nunca para queixas ou lamentações. Devemos sempre manter os bons pensamentos, pois deles sairão palavras positivas que irão gerar força, fé e confiança. É importante que evitemos comentários infelizes, impressões negativas, a não ser para ressaltar uma situação favorável ou extrair uma lição positiva.

“Falando nós construímos.” Depende de nós o resultado final da nossa construção. Se utilizamos palavras enobrecedoras, teremos nossa construção estável, firme e equilibrada. Se fazemos o uso indevido das palavras, isso se refletirá da mesma forma no nosso espírito, ou seja, seremos instáveis ou até mesmo desequilibrados.

Temos na história da humanidade grandes exemplos de pessoas que fizeram bom uso das palavras trazendo ensinamentos e conhecimentos como: Sócrates, na Grécia antiga, Buda, na Índia, São Francisco de Assis, na Itália da Idade Média, e por fim Jesus, que nada deixou escrito. Suas palavras nos foram trazidas através dos apóstolos e são as nossas diretrizes nos dias atuais.

Que possamos nos empenhar hoje e sempre no bom uso de nossas palavras!

Herbert Faria

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