Óculos Para Ver a Aura?

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O perispírito é um dos conceitos-chaves do Espiritismo que nos permite ampliar nosso entendimento acerca do corpo espiritual. Ele é de tamanha importância que o próprio Kardec nos diz que “O perispírito [...] é o princípio de todas as manifestações” (Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, Item 109). Uma de suas características é de que ele “[...] não se acha encerrado nos limites do corpo [...]” e que “[...] é expansível, irradia para o exterior e forma, em torno do corpo, uma espécie de atmosfera [...]”. (Allan Kardec, Obras Póstumas, cap. Manifestações dos Espíritos, Item 11). André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, designa essa atmosfera como aura, que ele descreve como sendo a “[...] antecâmara do espírito em todas as nossas atividades de intercâmbio com a vida que nos rodeia [...]”. Do ponto de vista científico, o pioneiro no estudo da aura foi o Dr. Walter J. Kilner, médico inglês que defendia a existência de um campo de energia em torno do corpo humano, que se alterava segundo o humor e o estado de saúde da pessoa. Como acreditava que a aura possuía radiações no nível ultravioleta, ele inventou um dispositivo na forma de óculos onde adicionava uma solução alcóolica de dicianina (corante extraído do alcatrão), o que permitia ao olho humano enxergar esta faixa de radiação. Seu trabalho detalhado foi publicado em 1911, mas as críticas acerbas da sociedade médica da época fizeram com que seu estudo fosse esquecido no meio acadêmico, mas não entre os espíritas ingleses. Após muito tempo de indiferença, pesquisadores soviéticos resgataram os resultados do Dr. Kilner após a descoberta do Efeito Kirlian. Este é um dos muitos exemplos em que se nota que "O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente". (A Gênese, Cap. I, item 16)