Idiossincrasia

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Amigos, o Espiritismo anda a par com a Ciência e muitas vezes à frente. É que inúmeras vezes a Ciência detecta o fenômeno, mas não consegue explicar seus mecanismos ou sua origem. Por exemplo, a origem da vida, o surgimento do Universo, a vida após a morte e por aí vai. A manifestação da idiossincrasia está no número dos fenômenos sem explicação.

Nos dicionários encontraremos as seguintes definições:

1. Disposição do temperamento do indivíduo, que o faz reagir de maneira muito pessoal à ação dos agentes externos.
2. Maneira de ver, sentir, reagir, própria de cada pessoa.
3. Med. - sensibilidade anormal, peculiar a um indivíduo, a uma droga, proteína ou outro agente.

O fenômeno está bem descrito, mas não a sua causa. É onde entra a Doutrina Espírita. A Reencarnação é o recurso de que dispõe a criatura para alcançar a perfeição, finalidade divina para a qual todos fomos criados. Muitas de nossas experiências em vidas passadas foram de tal modo traumatizantes que impressionaram vivamente o nosso psiquismo. A morte violenta, os crimes da paixão, as sevícias, adultérios e traições etc.

Mas, vamos citar um exemplo que se nos mostra mais didático, para o presente caso. As almas daqueles homens condenados à fogueira, pelas maquinações diabólicas da Inquisição, transportam consigo os registros vivos daqueles acontecimentos, que passam a compor a matriz essencial de suas personalidades. Como resultado, esses companheiros apresentarão, durante várias existências, disposições visceralmente contrárias às religiões e assuntos correlatos. Eis uma manifestação idiossincrásica.
Por outro lado, as humilhações que um homem de fé possa ter experimentado, em ambientes de extremado racionalismo científico, o predisporão em vidas futuras a certo fanatismo religioso ou a manifestações obscurantistas ante os avanços da ciência.

A cada existência, desempenha-se um papel bem determinado na ribalta da vida e o somatório das muitas performances constituem a individualidade, o caráter da criatura, com todas as suas peculiaridades. E a essas particulares disposições da alma em evolução dá-se o nome de idiossincrasia, sob a ótica espírita.

Aquele companheiro, no Espiritismo, que se delicia com os romances e as obras mais amenas ou aquele outro, que se exalta na defesa da pureza doutrinária, o ortodoxo que policia o mau uso do CUEE (Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos), enfim, esses arroubos e aptidões são simples manifestações daquele fenômeno.

Inobstante o conhecimento que hoje felicita nossos corações, depararemos, à frente da vida, com muitos irmãos que de um modo ou de outro, neste ou naquele ambiente, atrairão nossa atenção por aquele modo particular de se expressarem, contrariando o senso comum, quiçá, polarizando antipatia generalizada.

Não nos enganemos: todos guardamos na intimidade uma maior ou menor influência daqueles fatores do passado. A isto denominamos: Personalidade.

José Arthur de Oliveira

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