Nicolas Camille Flammarion (França 1842-1925)

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Foi o mais velho de quatro irmãos e ainda na infância já se apresentava como um prodígio. Aos quatro anos e meio já sabia ler e escrever e com cinco dominava rudimentos de gramática e aritmética. Seu alto potencial o tornava o melhor aluno da escola. Aos 16 anos, tomou posse como presidente da academia de estudos, realizando um discurso sobre o tema "As Maravilhas da Natureza".
Em um domingo, Flammarion desmaia em virtude de forte cansaço. Ao examiná-lo, o médico Edouvard Fornié vê na cabeceira da cama um livro escrito por Flammarion intitulado: "Cosmogonia Universal". O doutor decide ajudá-lo, matriculando-o como aluno de Astronomia no Observatório de Paris. Isso lhe possibilitou expandir ainda mais seus conhecimentos.
Em 1861 teve contato com um livro que trazia em um de seus capítulos o título “pluralidade dos mundos”. Isso lhe causou estranheza, pois também estava trabalhando esse assunto. No entanto, o autor do referido livro, Allan Kardec, atribuía as respostas sobre o tema a espíritos. Flammarion procurou Kardec e passou a assistir as reuniões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Ele obteve diversas mensagens assinadas por Galileu, algumas inseridas por Kardec na obra “A Genese”.
Em 1862 Flammarion rompe com o Observatório de Paris e lança a obra "Pluralidade dos Mundos Habitados", que atrairia a atenção de vários intelectuais. Passou, então, a publicar livros de astronomia de cunho mais popular, traduzidos para várias línguas, com o objetivo de levar o conhecimento a todas as classes.  Teve grande participação na edição de revistas científicas de astronomia e em 1880 lançou o livro “Astronomia Popular”, uma de suas obras mais conhecidas.
Tornou-se grande colaborador da Doutrina dos Espíritos e amigo próximo de Kardec, o que lhe conferiu a honra de proferir o discurso junto ao túmulo do amigo, momento em que afirmou ser Allan Kardec “o bom senso encarnado”. Todo o discurso consta no livro “Obras Póstumas.
Após a morte de Kardec, Flammarion se dedica ao aprofundamento teológico do Espiritismo, tratando em suas obras de uma visão espírita sobre vários aspectos da humanidade. Com essa proposta, lançou "Narrações do Infinito".