Victor-Marie Hugo

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Nasceu em 1802 na França, em meio às revoluções napoleônicas. Grande poeta, dramaturgo, romancista e ativista político, que ainda na adolescência já mostrava sinais de brilhantismo. Elaborou obras lendárias, como Les Misérables (“Os Miseráveis”- 1862), e Notre-Dame de Paris (1831). Sendo democrático e amante da liberdade, tomou parte da revolução de 1848, que devolveu a França à população. Victor Hugo foi contemporâneo de Allan Kardec, tendo tomado conhecimento de suas obras.
Em 1853, quando Victor Hugo vivia em lugarejo longínquo, recebeu a visita de uma amiga de Paris, que lhe falou sobre a tiptologia (semelhante aos primeiros trabalhos de Kardec). Apesar de conhecer os estudos do codificador da Doutrina Espírita, sua alma de dramaturgo pouco se deixou levar pelo que seria tomado por sandices. Entretanto, em uma sessão mediúnica, teve comprovação da presença de sua filha Leopoldine, desencarnada em 1843. Desde então, Victor Hugo passou a estudar e conhecer mais a Doutrina.

Consta que Allan Kardec considerava Victor Hugo um precursor do Espiritismo, por possuir mente aberta à realidade da pós-vida. Suas idéias de imortalidade, sobrevivência e reencarnação são notadas, às vezes com não tanta sutileza, em suas inúmeras obras. Victor Hugo deixou o legado do Espiritismo para seu filho Charles Victor, que se tornou um médium conhecido.
Um exemplo de sua boa fé e de sua crença está marcado na seguinte citação: "Deus é. Deus sendo absoluto, perfeito, não criou o perfeito, o absoluto porque seria reproduzir-se; então Deus criou o imperfeito e o relativo e criou o homem. O homem sofre porque está dentro do imperfeito e do relativo". (...) "Todos os mundos progridem: eles estão todos em trabalho. Nossa Terra é um desses mundos, cujo número é incalculável. Nosso globo passou sucessivamente por tempos mais ou menos bárbaros, isto é, passou do estado selvagem ao estado bárbaro e do estado bárbaro ao estado civilizado... O dia moral começa: o dia moral se levanta na França. Em Paris, ele se manifesta, apenas em raros espíritos, no número dos quais se encontram todos os homens de gênio, espécie de semideuses, desde os homens de gênio inventivo, até os homens de gênio nas Artes, na Filosofia e no pensamento".
Aos 84 anos, Victor Hugo retornou ao mundo dos espíritos, após viver como um homem bem à frente de seu tempo. Ditou obras psicografadas por médiuns conceituados, como Zilda Gama (1878-1969) e Divaldo Pereira Franco. Por intermédio de Zilda: "Na Sombra e na Luz" (1923), "Redenção" (1931), "Do Calvário ao Infinito" (1944), "Dor Suprema" (1945), "Almas Crucificadas" e "O Solar de Apolo (1946)". Por intermédio de Divaldo: "Parias em Redenção", "Sublime Expiação", "Do Abismo às Estrelas", "Calvário de Libertação", e "Árdua Ascensão".